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Foto: Robson Valverde Ascom/SES
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Vacinação contra a dengue com doses do Butantan é suspensa também em SC, confirma a Dive

Medida preventiva segue orientação do MS; autoridades destacam que não há comprovação de relação entre os casos e a vacina.

Luan

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Foto: Robson Valverde Ascom/SES

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A vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan foi suspensa temporariamente em Santa Catarina e em todo o Brasil. A decisão foi comunicada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), após determinação do Ministério da Saúde para aprofundar a investigação de eventos adversos graves registrados após a aplicação da vacina.

Segundo as autoridades sanitárias, a medida tem caráter preventivo e não significa que tenha sido confirmada qualquer relação entre os casos investigados e o imunizante. Até o momento, os órgãos responsáveis pela análise dos dados não encontraram evidências que comprovem que a vacina tenha causado os eventos graves ou os óbitos que estão sendo apurados.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 500 mil doses da vacina já foram aplicadas no país desde o início da estratégia de imunização em 2026. Entre os vacinados, foram registradas 3.703 notificações de eventos adversos com sintomas compatíveis com dengue após a vacinação, o que representa cerca de 0,7% do total de pessoas imunizadas.

Dessas notificações, apenas 42 apresentaram sinais considerados de alerta, correspondendo a 0,008% dos vacinados. Entre os casos monitorados, três foram classificados como graves e seguem em investigação — dois em São Paulo e um no Ceará. As ocorrências são consideradas extremamente raras pelas autoridades de saúde.

A SES destaca que a interrupção temporária segue protocolos internacionais de segurança adotados em campanhas de vacinação. Quando um imunizante passa a ser utilizado em larga escala, os sistemas de vigilância acompanham continuamente possíveis eventos de saúde registrados após a aplicação das doses, independentemente de terem ou não relação direta com a vacina.

O monitoramento inclui desde reações leves, como dor no local da aplicação, febre, mal-estar e dor de cabeça, até situações mais complexas que exigem investigação detalhada para determinar a causa.

Apesar da suspensão da vacina do Butantan, a imunização contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos com a vacina do laboratório Takeda continua normalmente em Santa Catarina.

A vacina brasileira foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) neste ano e é considerada um marco no combate à dengue por ser o primeiro imunizante nacional de dose única contra a doença. Os estudos clínicos que fundamentaram sua aprovação apontaram eficácia significativa na prevenção de casos graves e hospitalizações, além de um perfil de segurança considerado adequado pelas autoridades regulatórias.

Em Santa Catarina, foram distribuídas 36.560 doses para os municípios, destinadas principalmente à vacinação de profissionais da Atenção Primária à Saúde. Conforme a DIVE, até o momento não houve registro de eventos graves associados à vacina no Estado. Os casos notificados apresentam características compatíveis com reações já descritas na bula do produto.

Com a suspensão temporária, as doses remanescentes permanecerão armazenadas nas redes de frio dos municípios e do Estado até que o Ministério da Saúde divulgue novas orientações.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que continuará acompanhando as investigações conduzidas pelo Ministério da Saúde, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelos demais órgãos responsáveis pela avaliação da segurança dos imunizantes.

As autoridades reforçam que a vacinação segue sendo uma das principais ferramentas de proteção coletiva e individual contra doenças infecciosas. Além disso, ressaltam que a suspensão é uma medida de cautela, adotada para garantir transparência e segurança, enquanto as investigações são concluídas. Até o momento, não há confirmação de que os eventos graves registrados tenham sido provocados pela vacina contra a dengue do Instituto Butantan.


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